Um poderoso flashback


Você já viveu algo ruim, realmente ruim a ponto de querer esquecer? Eu já. Lá na primeira infância ainda, mas não me recordava muito bem porque nesta idade não conseguimos criar estas conexões e fazer coisas complexas do tipo processar as informações e armazena-las como memórias.
Mas as coisas ficam bem guardadas lá dentro do cérebro, de modo sutil ou muito bem escondidas de modo que não tenhamos acesso a elas (talvez como uma autoproteção), até que algo aconteça e você crie a capacidade de acessar essa caixa de mistérios. E dentro da caixinha de mistérios, ficam armazenados os acontecimentos, fatos da vida, um registro de tudo o que você viveu, e que de certa forma, define a sua história, o que você é. Será?
Pausa para comentar a imagem acima e criar uma conexão com o que acabei de escrever. É uma cena do filme Kung Fu Panda 2 da DreamWorks. Para quem não conhece, o personagem principal, um urso panda que luta kung fu chamado Po vive um paradoxo do ''Quem sou eu?'' e em uma jornada para derrotar o vilão da história, ele se depara com seu passado e vai tendo acesso em flashbacks à memórias muito doloridas, de um passado em que ele era apenas um bebê panda. Bem, lá no meio do filme se passa um trecho que me emocionou muito (o filme é de criança gente, sem necessidade do choro...rsrs). Na cena, uma cabra velha (escrevendo assim soa estranho mas é isto mesmo) em um momento em que ela tenta ajuda-lo a se encontrar, diz para o Po:

Pare de resistir, deixe fluir.
Sua história pode não ter tido um começo muito feliz, mas não é isso que define quem você é, é o restante da sua história, quem você escolhe ser.


E então muitas outras coisas acontecem até que o herói fica frente a frente com o vilão que o questiona de como ele pode ter paz se ele lhe tirou tudo que ele mais amava, e então o Po responde:

Você tem que deixar o passado para trás porque não tem mais importância, a única coisa que importa é quem você irá escolher ser agora.

Pronto. Morri de chorar. Porque tudo de ruim que me aconteceu no passado, não define quem eu sou, e sim, quem eu escolhi ser. Simples, sincero e profundamente sábio. Meu flashback foi poderoso mas não tão bonito quanto do filme, mas assistir a esta cena me fez perceber que aquele ensinamento fazia muito sentido para mim, e então, chorei e logo depois suspirei feliz. E tem gente que diz que não gosta de animações.

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