Vida (extremamente) organizada

Me considero uma pessoa muito organizada e responsável. Sou daquelas que planejam tudo com a maior antecedência possível, mas só fui me dar conta do tamanho da doideira no final do ano passado, quando comecei a pensar (e a planejar) minha festa de aniversário de trinta anos. Quase um ano e meio de antecedência para uma simples festa de aniversário! Sério, fiquei preocupada. 
Conversando com algumas pessoas percebo que muitos querem ter uma certa organização em suas vidas, mas na prática o que eles tem são mesas bagunçadas, cômodos de pernas pro ar, documentos por todo canto, contas e despesas num caos total, um carro cheio de sapatos e por aí vai...Ai fui pesquisar o assunto e descobri que tem gente muito mais profissional neste tema do que imaginava (dá uma olha neste blog aqui e me diz se fica até se sentido mal por nunca ter conseguido usar uma agenda o ano inteirinho rsrs). Pensando bem, isto é até profissão hoje em dia, com um nome chique e tudo, porque de fato, há demanda: muitos querem, mas são poucas as pessoas que sabem realmente se organizar.
O lado bom que vejo do planejamento é a possibilidade de fazer tudo com calma, pesquisar, comparar, escolher a dedo o que se quer e de quebra, economizar muito por não ter o fator urgência no meio, mas por outro lado percebo que tanta previsibilidade trás uma carga negativa também, coisas como excesso de expectativas, a chance das coisas não acontecerem como o esperado, desejado e em seguida, a frustração. Gente doida como eu cria um universo perfeito na cabeça e acredita mesmo que pode fazer de tudo controlar o que vai acontecer, mas o fato é: não podemos. Simples assim. 
Fazendo auto-terapia (nem tão doida assim, eu costumo refletir bastante sobre mim mesma...rs) sei que este comportamento certamente esta ligado ao fato de eu não ter tido tudo o que gostaria de mão beijada. Tudo foi conquistado com trabalho, dedicação e muito, muito planejamento. E dá muito certo para mim, sou reconhecida por esta característica por muitas pessoas do meu convívio e acho realmente que não saberia viver de outro modo. 
Mas sei que o inusitado, o inesperado tem o seu valor (minha última viagem ao Rio foi planejada em praticamente um dia e foi uma das melhores que já fiz). As vezes até penso que gostaria de deixar as coisas rolarem para ver no que vai dar, ser despreocupada, livre, mas sabe? Quando a gente tenta modificar a essência, corre o risco de se perder, e não de se encontrar numa nova pessoa. Então, acredito que por ora, o melhor a fazer é tentar encontrar um equilíbrio nisto tudo: nem tão metódica, mas sem fazer a seguidora de Zeca Pagodinho com sua batida 'Deixa a vida me levar' se isto não te faz bem.
Aproveitando o tema, encontrei o trabalho de um artista suíço chamado Ursus Wehrli, que criou uma série intrigante chamada Tyding up Art onde ele desconstrói, arruma e organiza pinturas famosas, numa verdadeira 'faxina' na arte moderna. No mínimo, o cara deve ser organizado.

Azul Celeste por Wassily Kandinsky


O ouro do firmamento por Joan Miró


A luta entre o Carnaval e a Quaresma por Pieter Bruegel


Farbtafel por Paul Kkee


Golconda por René Magritte


O quarto em Arles por Vincent Van Gogh


Se gostou joga no Google o nome dele que aparece muito mais =)

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