Viagem à cidade maravilhosa

Fotos primeiro, historinha depois ;)

































 
Tem gente que acha um exagero afirmar que o Rio de Janeiro é a cidade maravilhosa, mas eu estou para conhecer uma cidade no Brasil que tenha tantas coisas bacanas para fazer, seja você rico ou pobre, jovem ou idoso, esteja sozinho, a dois ou em galera, com muito ou pouco tempo..é realmente fascinante a pluralidade da cidade, e não é ao acaso que recebe diferentes títulos como 'a cidade mais feliz do mundo', um 'dos destinos mais procurados por turistas' e ainda a 'uma das cidades mais caras para se viver do país'. Seja o que for, eu me apaixonei pelo Rio de Janeiro desde a primeira vez que pus os pés na calçada de Copacabana...ainda não tive qualquer experiência realmente ruim que me fizesse mudar de ideia, então, continuo com um paixonite aguda, desejando visitar, voltar, ficar por lá...
Numa conversa sobre o que fazer no dia do meu aniversário, quase como uma brincadeira, comentei com meu marido que legal mesmo seria se fossemos comemorar meu aniversário lá, já que fazia anos que eu não ia ao Rio e já estava com saudade. E sem qualquer planejamento, com passagens e hotel escolhidos com menos de uma semana conseguimos fazer a viagem curta mais incrível, prazerosa e proveitosa de que consigo me lembrar.
Partimos no dia 14, sexta-feira, num voo bem cedinho (e por isto barato) da Azul sentido aeroporto de Santos Dumont. Eu adoro chegar na cidade por lá porque além de perto de tudo, o pouso perto do mar é emocionante. Locamos um carro e decidimos almoçar na cafeteria Colombo, que era relativamente perto, mas nos custou cerca de uma hora e meia por causa do trânsito da cidade que esta todo em obras. Nota para uma próxima viagem: sintonizar em alguma rádio de noticias e verificar como esta o transito antes de sair do aeroporto, ainda mais se a cidade inteira estiver em obras. Chegamos no centro e foi difícil encontrar um lugar para estacionar, já que na rua onde a famosa confeitaria fica localizada só é possível o acesso a pé, ainda assim, foi gostoso caminhar por entre as ruazinhas que são tão agitadas como qualquer centro de cidade, com roupas, camelôs, lojas de departamento, carrinhos de cachorro quente...Chegamos bem no horário do almoço e pedimos um prato delicinha do almoço executivo (que é bem mais em conta também, cerca de 20,00 a refeição). Como boa turista, tirei algumas fotografias e voltamos pelas mesmas ruas agitadas, com direito a parada em uma loja onde comprei um vestidinho azul bem bacaninha. Detalhe: adoro comprar roupas nas lojas do Rio, não sei porque mas muito das coisas que gosto de usar, eu encontro nas lojinhas de lá e não encontro por aqui no interior de SP).
Com isto já era hora de fazermos check in no hostel em Botafogo, onde trocamos de roupas para ir ver o mar...Nossa primeira parada foi em Ipanema que estava vazia naquela tarde, sem muita agitação como promete os badalados postos. Com o mar agitado e com água geladíssima, não chegamos a entrar no mar, mas só de andar pela areia, sentir o sol na pele e ouvir o barulho das ondas eu sentia que já tinha ganhado meu presente de aniversário. Respirar fundo, curtir aquela sensação boa de estar ali, de estar bem, estar viva! É realmente algo que vale a pena! Tomei mate gelado com biscoito Globo (pagando uma pequena fortuna por estar sentada nas areias de Ipanema em plena sexta-feira, mas tudo bem...), e no finalzinho do dia voltamos para o hostel para descansar.
O hostel que escolhermos é uma história a parte: descolado e digamos, alternativo, é uma ótima opção para quem quer conhecer gente de toda parte do mundo. A decoração urbaninha é um misto de graffiti, desenhos, colagens, cabeças de animais (fakes ou não, não soube identificar) e de muitos objetos diferentes e coloridos. Ah! Tinham um mascote também, um filhote de cachorro chamado Ozi que mordia nossa perna enquanto fazíamos o check in. As pessoas da recepção nos atenderam super bem, com simpatia e se colocando à disposição para ajudar em qq coisa durante a estadia na cidade. Nosso quarto era uma suíte com decoração duvidosa, mas limpo e cheirosinho, e isto para mim conta muito, então estava tudo ok. O único problema foi a questão do carro que alugamos: sem estacionamento no lugar, tivemos que deixar o carro na rua, e deixar um carro na rua, a noite, em qualquer cidade, não é de bom senso. Mas por sorte não tivemos problemas nas duas noites que ficamos, e devolvemos o carro inteirinho...Nota: não esquecer de checar isto antes de reservar uma próxima estadia, para evitar a fadiga.
Descansamos um pouco e lá pelas oito começamos a nos arrumar para a 'baladinha' de aniversário: conhecer um lugar que me foi altamente recomendado, a casa Rio Scenarium. Por não conhecer o local e saber que a Lapa não é lá para iniciantes, decidimos ir de táxi: melhor coisa que fizemos: o taxista nos deixou praticamente na porta do lugar, e quando saímos, já havia uma fila de táxis esperando passageiros. Não conheço muito da Lapa mas só de passar de carro você percebe como é o clima do lugar: bares por todo lado, lotado de gente de todo tipo, sem lugar para estacionar, ruas escuras e becos estreitos. Ir de táxi foi seguro e rápido, então valeu a pena pela tranquilidade.
Chegamos no local por volta das nove da noite e já tinha uma fila básica, só de gringos...Nossa, como tem turista estrangeiro na cidade, você escuta todo tipo de idioma. A fila demorou um pouquinho porque a maioria estava sem documento (gente! como um gringo ainda por ai sem documento??) mas ao entrar tive uma agradável surpresa: ao pegar meu RG o atendente viu que era meu aniversário, e disse que a casa concedia a entrada para mim e mais um convidado de graça, então de cara economizamos 70,00, o que já me deixou contente de ter entrado. Depois de pegar a comanda, vi que o casarão tinha três andares, repleto de mesinhas e itens decorativos de todo tipo e por todo o lado. No térreo, uma banda tocava um samba das antigas e um casal de idosos dançavam lindamente pelo salão (segunda surpresa agradável do dia, eu tinha escolhido um lugar para dançar!) mas mesmo sendo relativamente cedo mal tinha lugar para sentar. Subimos as escadas, demos uma volta no segundo piso e nada vago também. Subimos mais um lance e ai a sorte resolveu nos contemplar: sem saber fomos atendidos pelo gerente da casa e perguntamos a ele se podia nos arrumar uma mesa para sentar. Ele nos acomodou rapidamente e tive a sensação de ter pegado a última mesinha livre da casa. Dali para frente, só alegrias: comida, bebida, música, lugar, clima...tudo maravilhoso, lindo, inesquecível. Sabe quando você esta em um lugar e não quer que a noite acabe nunca? Eu só fui embora porque horas depois peguei meu marido dormindo sentado num sofá (ele dorme em absolutamente qualquer canto se estiver cansado) enquanto eu acompanhava outra banda fazer seu show. Mas é um lugar fantástico, que vale a pena conhecer.
De volta ao hostel, outra surpresa: baladinha na área comum do hostel, com música, bebida e gente por todo lado. Nos convidaram a participar, mas nunca fui descolada a ponto de emendar uma festa na outra, o marido então, já estava dormindo em pé, então fomos dormir.
No dia seguinte, sábado de um sol maravilhoso  fomos tomar desjejum em lugar especial, a Escola do Pão, lugar que eu já tinha conhecido anos antes e que me deixou apaixonada pelas delícias feitas na casa. Queria voltar pelo café da manhã e principalmente para mostrar o lugar ao Ed. Chegamos logo que a casa abriu e nos acomodamos numa mesinha ao fundo e então tivemos um café da manhã farto e repleto de delícias de todo o tipo. Aliás, como desfrutar deste momento custou bem caro (pagamos 75,00 por pessoa para um café da manhã! Sim minha gente, tive esta coragem!) ficamos por lá um booom tempo. Não é o tipo de lugar que eu possa ir sempre, mas foi gostoso conhecer, experimentar de tudo e sair feliz e satisfeita de lá. O lugar fica ao lado da lagoa Rodrigo de Freitas e depois de descansar um pouco sob a sombra de uma arvore, descobrimos o BikeRio, sistema de aluguel de bicicletas que me fez a menina mais feliz daquele lugar! Andamos de bicicleta por toda a lagoa, com um ventinho maravilhoso no rosto, um sol lindo com paisagem maravilhosa para apreciar. De novo, não tem como não se apaixonar por isto e não querer que o dia acabe. Saíamos de lá para pegar uma praia a tarde, e desta vez decidimos ficar em Copacabana, em um lugar onde pudessem nos arranjar guarda-sol e cadeiras na praia. Este acho que foi o único ponto não tão legal do passeio pois o lugar que arranjamos na areia era ao lado de um povo que fumava maconha na nossa cara, um cheiro terrível de mato verde queimado vindo de todos os lados, e nem tinha muito o que fazer a não ser sair dali e ir embora, com o mar agitado e o fumacê a nossa volta, saímos rapidinho da praia. Lá pelas seis da tarde é que fomos fazer um lanchinho e então nos preparar para o passeio da noite, jantar num local diferente, indicado pela amiga do MaisJu, o restaurante Le Blé Noir. Aliás, ter amigos no lugar que você vai visitar faz toda diferença porque se não fosse pelas dicas bacanas que recebemos, eu não teria ido ao Rio Scenarium e muito menos encontrado este bistrô tão charmoso e diferente em Copacabana. Depois que você conhece os principais pontos turísticos, tem que contar com esta ajuda para aproveitar melhor a cidade, conhecer lugares diferentes e realmente bons , como esta creperia que a Julia me indicou. Maravilhosos os pratos, diferente de tudo o que eu já tinha experimentando e com aquele ar romântico ideal para ir a dois. Adorei! No fim da noite, decidimos dar uma voltinha na orla da praia e assim, como num piscar de olhos, o dia acabou.
Assim como na ida, a volta estava programa bem cedinho no domingo num voo da Azul, mas apesar de não poder aproveitar a cidade, foi uma boa escolha pois chegamos em casa por volta do meio-dia e tivemos tempo para descansar, aproveitar o domingo para então na segunda voltar a realidade e ficar sentindo saudade de tudo o que passou, e já planejando o próximo lugar pelo qual vou me apaixonar.

4 comentários:

  1. Suas fotos ficaram lindas! fico mt feliz de ter contribuído para um final de semana especial! Eu amo o Le blé noir, amo muitpo! Lembro que foi o último restaurante que fui antes do Biel nascer! Já estou com abistinência... preciso voltar! hehhe
    beijo grande

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    1. obrigada Ju, tirei tudo com o celular e exceto as fotos tiradas a noite, achei que ficaram lindonas....mas o lugar tb ajuda =)
      Ah, sua dica já passou para vários amigos que também vão para o Rio, então acho que o Le Ble Noir deveria fazer uma entrega especial na sua casa por isto...rsrs
      bjo querida!!

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  2. Amei suas fotos *-* Tenho muita vontade de conhecer o Rio!

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    1. oi Adiane, se tiver uma oportunidade vá sim! É um lugar lindo, com mil coisas para fazer (da penúltima vez que eu fui pulei de paraglider pra vc ter uma ideia!) só tem que planejar e tomar cuidado como em toda cidade grande, mas vc vai adorar (e olha que nem escrevi sobre os passeios nos famosos pontos turísticos que vale muito a pena conhecer) bjo!!

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