Meu gato Naruto


Sempre que pensava em um animal de estimação (bem, raramente eu pensava, pareço má por dizer isto mas nunca fui muito ligada a bichos), mas quando pensava em ter um, eu pensava em um gato, nunca em cachorros. Cachorros são fofos, alegres, companheiros, mas não são para mim. Gostava da calma, do silêncio, da leveza e esperteza dos gatos.
Ano passado passei um bom tempo sozinha, com o marido viajando a trabalho, e ficava pensando que seria muito bom ter uma companhia por perto, mas a ideia ficava sempre em segundo plano, já que a decisão de ter um bichinho implicaria em certas responsabilidades. Preguiça, receio, medo, preguiça de novo...acabou passando o tempo, o marido voltou, e eu não trouxe bicho nenhum para nossa casa. Até que...
Numa noite de sexta para sábado sonhei que eu tinha um gato, e no sonho quando me perguntaram o nome dele eu respondi 'Naruto', o sonho teve mais coisas mas só registrei esta parte. Ok. No sábado, fui para um curso e na volta, quando estava indo em direção ao meu carro que eu tinha estacionado próximo a um Pet shop vi uma gaiola com alguns animais. Lá tem sempre bichinhos para adoção, mas naquele dia, parei e fiquei observando um filhote de gato preto com olhos grandes e verdes. Não havia outros gatos, somente ele,e fiquei com um friozinho na barriga em pensar em leva-lo para casa mas me enchi de coragem e entrei na petshop e sabe o que eu fiz? Menti! rsrs  Perguntei quando custava um pacote de ração e sai correndo de lá...Não estava pronta para isto, tenho muito medo de (mais) responsabilidades e isto ficou claro naquele momento. Entrei no carro mas não fui embora. Fiquei pensando em como eu era covarde para certas coisas, e extremamente corajosa para outras. Como assim eu não saber o que fazer? Cade a pessoa que enfrenta, que procura, que soluciona? Fui lá de volta e perguntei sobre o gato. A moça foi gentil e me explicou que ele foi achado na rua e estava ali para adoção, sem qualquer custo. Liguei para o marido, contei da minha decisão e se ele topava. Para ajudar ele disse que a decisão era minha, minha escolha (isto não ajuda em nada minha gente! rs) mas me ajudou a trazer o gatinho para casa com algumas coisas que compramos para recebe-lo. Na primeira noite, ele fugiu...O Ed não queria bichos em casa então colocamos ele no quintal. Por ser pequeno, achamos que ele não iria subir os muros e sair, e então saíamos de casa por poucas horas e quando voltamos eu já tinha aquela sensação de que ele não estaria mais lá. Passamos uma noite fria de agosto procurando o gato preto, a noite, num lugar cheio de plantas e sem qualquer tipo de intimidade com o bicho que certamente não fazia ideia de quem éramos, que estávamos chamando, procurando. Só depois de muito tempo fomos descobrir que ele estava na arvore ao lado de casa o tempo todo, e não sabia descer...Segundo o marido neste dia ele conquistou o direito de ficar dentro de casa.
De lá para cá, ele já aprontou de tudo: quebrou minhas coisas, fez drama, fez graça, aprendeu a sair e voltar pela janela da casa, a saber que horas chegamos em casa, a miar no meio da noite sem motivo, a ir na porta do quarto as seis da manhã para nos acordar...Gato é um animal muito independente e como outros pets demonstram personalidade, inteligencia, afeto, é difícil não gostar, só quem não convive mesmo. O nosso esta sendo criado para ser livre, deixamos que ele conviva com outros gatos, que passeie na rua, que se divirta, e quando ele quer, quando sente fome ou saudade (a maioria aposta que só volta pela fome...rs) volta para a casa. E aqui a gente dá carinho, comida, agua, brincadeiras até ele enjoar e dormir (nossa, como gatos dormem!) ou sair de novo para passear. Na verdade, ainda estou para descobrir se é a gente que tem um gato ou o gato que tem a gente =)

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